Bloody Mary: o mais gastronômico dos drinques

Ana Maria Braga às vezes acerta ao apresentar uma receita bacana, diferente. Como foi o caso de hoje, uma carne no molho “bloody mary”. Como não tínhamos pensado nisso antes.

O bloody mary é sem dúvida o mais alimentar, por assim dizer, dos drinques. Feito com base de vodca e suco de tomate, ganha condimentos e guarnições diversas: limão, pimenta-do-reino, tabasco e aipo são itens tradicionais, além da pitada de sal. Molho inglês, pepino e O bacon tem sido muito usado, tanto em infusões quando em defumações, extratos, bitters e também como acabando, colocado de maneira vistosa sobre o copo, como elemento decorativo e também complemento gustativo, estimulando as papilas e aproximando este coquetel clássico da comida.

Para mim, é o melhor drinque de abre-alas, para um almoço ou jantar. Aliás, junto com gin tônica e aperol, e uma sangria, talvez seja o único drinque possível para mim antes do almoço.

Shot de bloody mary com ostras – Foto de Bruno Agostini

Ostras também são sempre boas parceiras do bloody mary. Tanto quando ele é pedido em forma de drinque, com um belo pratos de mariscos, mas também quando é apresentado como entrada, geralmente um shot, no copo curto, com duas ou três ostras dentro. Recentemente comi uma versão assim, no histórico Grand Central Oyster Bar, em Nova York (para ler o post, clique aqui).

*Abre parêntese.
Acabei me lembrando de um prato muito interessante, criação de Lydia Gonzales.  Era uma caipirinha de ostras. Escrevi assim, na época (final de 2009): “De fato, os pratos da moça dispensam a pirotecnia. Mas será que podemos classificar como simples uma caipirinha de ostras? Numa verrine (copinho), ela coloca o molusco fresco, afogado em cachaça, suco de limão e melado.” Bravo. Prato delicioso.
*Fecha parêntese.

Se bloody mary e comida é um tema interessante, o melhor lugar para provar a bebida das duas maneiras, em forma de coquetel e em forma de comida, é no Meza Bar. Além de ser um dos melhores bares de drinques da cidade, que por consequência prepara um ótimo bloody mary, tem no cardápio, desde a sua inauguração, os camarões crocantes com bloody mary, que surge em forma de delicioso molho.

No Rio, gosto do bloody mary, especialmente, do Esplanada Grill, do Brigite’s (na foto de abertura do post), do Antiquarius e do Pobre Juan, todos testados e aprovados com louvor.

Para encerrar, deixo aqui uma receita do drinque.

admin

Bruno Agostini é carioca, jornalista e fotógrafo. Especializado em turismo, gastronomia, vinhos e cervejas, viaja o mundo atrás de boas histórias, e da boa mesa. Com passagens por empresas como Jornal do Brasil, O Globo e Editora Abril, foi inspetor de restaurantes do Guia Quatro Rodas e é autor de livros, como guias de viagem, vinhos e restaurantes. Atualmente atua como freelancer, escrevendo para veículos especializados, entre jornais, sites e revistas, como Época Rio, Top Destinos, Carbono Uomo, Eatin’Out e Baco, entre outras. Contato: bagostini@gmail.com Instagram: @brunoagostinifoto

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