Receitas ligeiras: salada de atum com feijão branco

Uma boa refeição não necessariamente tem que ser feita em casa, e muito menos trabalhosa. Há vários pratos que podem ser preparados, ou montados e finalizados, em poucos minutos, garantindo um almoço tão ligeiro quanto delicioso

Duas coisas que nunca faltam na minha despensa são boas conservas, e tenho sempre uma dupla salvadora: atum sott’olio e feijão cozido.

Dá para fazermos muitas variações com eles, e uma de minhas versões preferidas é uma salada muito apropriada para os dias mais quentes, mas que vai bem em qualquer época, fácil e rápida de se preparar. Não inventei a roda, é um clássico italiano, e aqui no Rio encontramos em lugares como o Satyricon, em sua imperdível entrada que combina várias porções de pescados em preparos frios, e crus.

A salada preparada por Alessandra Sposetti - Foto de Bruno Agostini
A salada preparada por Alessandra Sposetti – Foto de Bruno Agostini

Provei, também, na casa de Alessandra Sposetti, no Leblon, que dá aulas e consultorias, e organiza jantares particulares (fiz um post na época, para ler, clique aqui).

Eu tento colocar primeiro os dois elementos principais, em quantidades parecidas, porque quero equilíbrio entre as partes. Misturamos com delicadeza, pra não esmagar os feijões (alguns, sim, podem ser levemente esmagados, para dar textura) e desmontar demais a carne (do mesmo modo, é bom, sim, desfiar uns pedaços, para espalhar o sabor do peixe).

Picamos meia cebola roxa, e acrescentamos. Mexamos mais um pouco (para grandes quantidades, melhor usar as mãos).

Jogamos azeite por cima, pimenta-do-reino moída na hora e suco de limão, e o siciliano fica ainda melhor que os outros.

A salada preparada ontem, finalizada com salsinha da horta, mas sem alice (do Instagram @brunoagostinifoto)
A salada preparada ontem, finalizada com salsinha da horta, mas sem alice (do Instagram @brunoagostinifoto)

Para finalizar, algum verde: eu gosto com tomilho ou oréganos frescos, mas não são tão fáceis nem de cultivar e nem de achar nas feiras e mercados. Então, muitas vezes recorre às cebolinhas, melhor se foram as francesas, menores e mais delicadas (quem tem horta pode usar apenas as partes superiores, mais finas, com textura e sabor mais sutil).

E está pronto. Uns filezinhos de alice também combinam, ali por cima de tudo, intensificando o sabor marinho e salino.

É ótimo para uma refeição rápida, mas também para montar uma bela mesa de saladas, queijos e outros antipasti, na hora de receber amigos. Podemos comer puro, com salada verde, e até sobre um carpaccio de carne, ou montando uma bruschetta.

Quem quiser pode tentar fazer o atum em casa (e também cozinhar o feijão, claro). Deixo aqui uma receita…

… o um vídeo no YouTube.

 

admin

Bruno Agostini é carioca, jornalista e fotógrafo. Especializado em turismo, gastronomia, vinhos e cervejas, viaja o mundo atrás de boas histórias, e da boa mesa. Com passagens por empresas como Jornal do Brasil, O Globo e Editora Abril, foi inspetor de restaurantes do Guia Quatro Rodas e é autor de livros, como guias de viagem, vinhos e restaurantes. Atualmente atua como freelancer, escrevendo para veículos especializados, entre jornais, sites e revistas, como Época Rio, Top Destinos, Carbono Uomo, Eatin’Out e Baco, entre outras. Contato: bagostini@gmail.com Instagram: @brunoagostinifoto

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