AS TAÇAS – E OS GARFOS – DO MUNDO: #agostininacopa

Faz tempo que gosto de associar futebol e comida. Na época do tricampeonato estadual do Flamengo, em 1999, 2000 e 2001, convidava amigos rubro-negros e vascaínos para verem os jogos lá em casa. Fazia churrasco. E assava bacalhau. O Flamengo jamais perdeu nessas ocasiões. Foram dez jogos, pelo menos. Então, aposentei a mandinga para manter a invencibilidade. Vez ou outra penso em fazer de novo um churrasco de bacalhau quando tem o Clássico dos Milhões, em edição decisiva, mas tenho apreço por esta invencibilidade, e assim desisto – para a sorte do Vasco.

Não sei se por acaso, mas justo em 2001 eu comecei a minha carreira de repórter no Jornal do Brasil, e desde então – por este vício das redações de buscar pautas de acordo com o calendário, os acontecimentos atuais e efemérides – faço pautas de comida e bebida, e de viagens, ligadas a isso.

Nesse clima de mandinga, na temporada 2009-2010, pegando a Copa das Confederações e o Mundial da África do Sul, fiz textos sobre vinhos a cada adversário do Brasil (tirando países como Coreia do Norte e Costa do Marfim, sem tradição no assunto). Fomos campeões da primeira competição. Continuei acreditando na mística. Mas… não escrevi sobre a Holanda… No creo em las brujas, pero que las hay las hay… Porque, sim, há vinhos na Holanda, provei alguns bons quando estive lá, e poderia ter escrito. Sem contar que poderia escrever sobre cerveja. Sim, sinto-me culpado pela derrota, tanto quanto o Felipe Melo.

Habituei-me a escrever pautado por eventos esportivos, e gosto disso. Escrevi sobre comidas e vinhos alemães em 2006, e sobre o mesmo, em 2010, na África do Sul. Fiz matérias sobre o Rio, para revistas de fora, em 2016.

Então, a partir de hoje, farei a cobertura da Copa à minha moda: falando de comida e bebida.

Espero que a galera goste. E, como jornalista, confesso: prefiro às vaias aos aplausos.  Para mim, é claro.

 

Na foto, as entradas e a vodca produzida ba casa, no restaurante Dona Irene, em Teresópolis, o único do país dedicado á culinária russa. Para ler sobre este verdadeiro banquete dos czares, clique aqui.

 

admin

Bruno Agostini é carioca, jornalista e fotógrafo. Especializado em turismo, gastronomia, vinhos e cervejas, viaja o mundo atrás de boas histórias, e da boa mesa. Com passagens por empresas como Jornal do Brasil, O Globo e Editora Abril, foi inspetor de restaurantes do Guia Quatro Rodas e é autor de livros, como guias de viagem, vinhos e restaurantes. Atualmente atua como freelancer, escrevendo para veículos especializados, entre jornais, sites e revistas, como Época Rio, Top Destinos, Carbono Uomo, Eatin’Out e Baco, entre outras. Contato: bagostini@gmail.com Instagram: @brunoagostinifoto

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