Black Tap: shakes psicodélicos, burgers excelentes e boa lista de cervejas em Nova York

Quando me mandou uma lista de dicas sempre certeiras, o amigo anexou esta foto aí de cima. E escreveu: “Esse é para você ir com Maria. Esses shakes são SURREAIS. E mais: Os burgers são ÓTIMOS”. Mostrei a foto pra filha, e deu pra ver os olhos brilharem. Se fosse num desenho animado, além do brilho nos olhos, eles iam se arregalar, saltar pra fora do corpo, e a imagem ia entrar na retina, onde estariam refletidos os shakes, e teríamos aquele caleidoscópio de confeitos, sorvetes, algodão doce, um espiral de momentâneo delírio… Até que o transe acabaria com aquele suspiro. Hummmmm… Até que a vida voltasse ao normal, com a decisão. “Quero ir”.

Foi mais ou menos assim que aconteceu quando apresentei à Maria o Black Tap Midtown, dica certeira pra quem vai com crianças, mas não só isso, para adultos também, porque além dos burgers (e shakes coloridos, onde está escrito que mulheres e homens não pode tomar milk-shake  psicodélico?). Aliás, vi um casal bem adulto pedindo todos os shakes da carta, se deliciando com eles, e fotografando tudo, com uma alegria infantil de dar inveja. Aliás… tentem ser um pouco mais crianças, meus amigos. Vale a pena. (São quatro endereços no total. Além de Midtown há Black Tap no Soho, no Meatpacking e em Downtown).

Com ilustre companhia de uma grande amiga, a Flavinha, hoje morando na Pennsylvania, e a fome já batendo antes do meio-dia (no Brasil já seriam 15h), lá fomos nós três caminhando. Chegamos ao meio-dia, em ponto, e eu achando que seríamos os primeiros clientes. Ah ah ah ah ah… Já tinha fila de espera de 20 minutos… Isso para três pessoas apenas, imagine grupos maiores… Os caras abrem às 11h, e em menos de uma hora (ok, ontem era sábado) já estão lotados.

Porkslap, uma deliciosa Farmhouse Ale – Foto de Bruno Agostini, do Instagram (@brunoagostinifoto)

Não é difícil entender as razões. Além dos shakes surreais, psicodélicos mesmo (e bons mesmo, que é o que importa de verdade), há os já citados burgers, e uma lista de cervejas que satisfaz, onde encontrei vários rótulos que desconhecia, e que provei, e aprovei, como a Porkslap, uma ótima farmhouse  Ale…

“Liberdade pra brassar, ou morte!” – Uma IPA com personalidade, sem dúvida – Foto de Bruno Agostini

… e a Brew Free or Die IPA, igualmente muito boa.

Mas o que me desconcertou mesmo foi o hambúrguer que eu escolhi, entre os cerca de 20 listados no menu. The Mexico City!

The Mexico City, um fenômeno picante – Foto de Bruno Agostini

Que fenômeno, apimentado mesmo (do jeito que eu gosto, forte demais pra muita gente), feito com picles de jalapeño e maionese de chipotle, além de salada, queijo pepperjack e um bom pão, daqueles fofinhos, perfeito pra acomodar a suculência de um Burger “médium”, aquele ponto que preserva os sucos da carne, que encontram na base do pão uma esponja perfeita para se alojarem.

Fiquei com vontadede provar muitos outros (para ver o menu, clique aqui). E no final do dia, meio desconfiada de que se seria possível tal feito, Maria revelou: “Papai, eu queria provar todos”…

“Filha, é pertinho do nosso hotel, podemos passar lá sempre”.

“Oba”.

SERVIÇO
Black Tap Midtown – 136 W 55th st. Tel. +01 (212) 315-4356. blacktapnyc.com

admin

Bruno Agostini é carioca, jornalista e fotógrafo. Especializado em turismo, gastronomia, vinhos e cervejas, viaja o mundo atrás de boas histórias, e da boa mesa. Com passagens por empresas como Jornal do Brasil, O Globo e Editora Abril, foi inspetor de restaurantes do Guia Quatro Rodas e é autor de livros, como guias de viagem, vinhos e restaurantes. Atualmente atua como freelancer, escrevendo para veículos especializados, entre jornais, sites e revistas, como Época Rio, Top Destinos, Carbono Uomo, Eatin’Out e Baco, entre outras. Contato: bagostini@gmail.com Instagram: @brunoagostinifoto

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