Brewrosca + Botequin Zin: depois das cervejas colaborativas, dois bares se unem para serem praticamente um só, em Teresópolis: o menu, cervejas artesanais e bons petiscos, incluindo bolinhos do Aconchego Carioca

Cervejas colaborativas estão na moda, mas bares colaborativos ainda não são muito comuns por aí.

Em Teresópolis, a Confraria do Marquês, cervejaria artesanal e curso cervejeiro, um dos pioneiros no ramo no país, inaugurou um posto avançado, pequena lojinha que vende as suas cervejas, e alguns rótulos parceiros, incluindo os produzidos em um projeto social muito interessante, no Complexo da Maré, e que em breve vai incluir escola de panificação, usando o bagaço de cevada usado nas brasagens. É a Brewrosca, que tem alguns queijinhos pra petiscar (além de kits para produção caseira de cerveja e insumos).

Cerveja REALMENTE artesanal, boa música, queijos e petiscos formam o repertório da dupla de bares que funcionam em conjunto – Foto de Bruno Agostini:

Ao lado, no boteco vizinho, se instalou uma dupla de amigos. Eles abriram há pouco o Botequin Zin. E os dois bares, em conjunto,  ocupam a calçada da rua Sloper, junto à Feirinha do Alto, em Teresópolis. No espaço democrático bebe-se cerveja artesanal e também alguns rótulos do mainstream. E ali se reúnem artistas, e ao mesmo tempo podem dar expediente por lá um saxofonista chileno muito talentoso, que improvisa com o som que toca numa levada gipsy jazz muito interessante, e um desenhista e caricaturista uruguaio, que faz retratos dos clientes.

Há os já citados queijos artesanais brasileiros, uma seleção de Tiago Dardeau, um dos integrantes da Confraria do Marquês, e criador do Clube do Queijo.

Os bolinhos de feijoada do Aconchego Carioca, servidos como lá, com pinga e torresmo; e um copo de Hopium, a APA da Confraria do Marquês – Foto de Bruno Agostini

Mas há também os bolinhos do Aconchego Carioca, vendidos em Teresópolis com exclusividade ali, já que os sócios são amigos de Bianca Barbosa e família, e o restaurante carioca só vende para um único lugar em cada cidade, como acontece com o Buda Beer, em Petrópolis.

Ali no Butuquin Zin encontramos uma longa e deliciosa seleção de acepipes do Aconchego, a começar pelo mais famoso de todos, o bolinho de feijoada, passando pelo meu preferido, o de viradinho à paulista, e os travesseirinhos de tapioca (de camarão, de queijo…), e outras variações, como os petiscos de moqueca.

Um dos meus lugares preferidos atualmente quando estou pela serra.

admin

Bruno Agostini é carioca, jornalista e fotógrafo. Especializado em turismo, gastronomia, vinhos e cervejas, viaja o mundo atrás de boas histórias, e da boa mesa. Com passagens por empresas como Jornal do Brasil, O Globo e Editora Abril, foi inspetor de restaurantes do Guia Quatro Rodas e é autor de livros, como guias de viagem, vinhos e restaurantes. Atualmente atua como freelancer, escrevendo para veículos especializados, entre jornais, sites e revistas, como Época Rio, Top Destinos, Carbono Uomo, Eatin’Out e Baco, entre outras. Contato: bagostini@gmail.com Instagram: @brunoagostinifoto

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *