Casa di Paolo, o melhor galeto do Brasil, um cartão-postal comestível da Serra Gaúcha

 

Vinhedo da Aurora, em Pinto Bandeira – Foto de Bruno Agostini

Estamos no auge da colheita de uvas no Brasil. Alta temporada turística em regiões vinícolas, principalmente na Serra Gaúcha, quando as cantinas recebem visitantes com uma série de atividades.

Come-se muito bem por lá, com ênfase na cozinha italiana, em suas muitas vertentes coloniais. Eu recomendo firmemente muitos restaurantes por lá. O tirolês Pignatella; o familiar Nona Ludia; o simpático Vallontano Café, nesta vinícola que adoro; a dupla de restaurantes do complexo da Valduga, Maria Valduga e Luiz Valduga; o Leopoldina, no Spa do Vinho, da Miolo; a Hostaria Casacurta e a Trattoria Primo Camilo, essas duas em Garibaldi.

Gosto de todos, e acho que todos valem a pena, e merecem ser visitados, cada qual em seu estilo. Mas existe um que, a meu ver, não pode jamais faltar no roteiro dos visitantes: a Casa di Paolo, matriz de uma pequena rede que só faz crescer, onde um galeto assado ganha status de iguaria rara. Além da boa comida, tem outra virtude que agrada em cheio ao enófilo, uma bela adega e loja de vinhos, com safras mais antigas e um importante apanhado de vinhos e produtores da região.

Mas, vamos começar pelo começo, a origem de tudo, a Casa di Paolo, inaugurada em 1994, com lojas em Bento Gonçalves, Porto Alegre, Gramado, Caxias do Sul, Itapema e Garibaldi.

A sequência de pratos da Casa di Paolo, no caminho entre Bento Gonçalves e Garibaldi, é uma espécie de cartão-postal comestível, programa que todo turista que visita a Serra Gaúcha deveria fazer.

O galeto assado, depois de passar horas marinando em temperos, é assado na brasa, ganhando a merecida fama de melhor do Brasil.

O galetinho na brasa, com tempero perfeito, e bons acompanhamentos – Foto de Bruno Agostini

No sistema de rodízio, a refeição começa com pães, salames e queijos, continua com o capeletti in brodo, muito bom, até chegar à etapa principal, com serviço paralelo que enche a mesa com saladas (a de radici com bacon, amarguinha, é a clássica), polenta grelhada, queijo à dorê e uma travessa de galeto, de preparo irretocável, a pele dourada, crocante, o interior macio e suculento, rosadinho.

— O segredo é o tempero, que fica pelo menos 12 horas marinando a carne. Faço com vinho branco, cerveja, alho, pimenta, cebola e várias ervas, como sálvia, manjerona e salsa — revela Paulo Geremia, que inaugurou a Casa di Paolo há 20 anos, em 1994, e hoje comanda um pequeno império.

Um deles tem perfil diferente, acesso mais fácil, ao lado do famoso Pórtico da Pipa, em formato de barrica, na entrada de Bento Gonçalves.

SERVIÇO
Casa di Paolo – Rodovia BR-470, km 217 (ao lado da Pipa Pórtico).  Tel. (54) 3453-1099. www.dipaolo.com.br

admin

Bruno Agostini é carioca, jornalista e fotógrafo. Especializado em turismo, gastronomia, vinhos e cervejas, viaja o mundo atrás de boas histórias, e da boa mesa. Com passagens por empresas como Jornal do Brasil, O Globo e Editora Abril, foi inspetor de restaurantes do Guia Quatro Rodas e é autor de livros, como guias de viagem, vinhos e restaurantes. Atualmente atua como freelancer, escrevendo para veículos especializados, entre jornais, sites e revistas, como Época Rio, Top Destinos, Carbono Uomo, Eatin’Out e Baco, entre outras. Contato: bagostini@gmail.com Instagram: @brunoagostinifoto

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