Cerveja de bandeja: W*Kattz Kaffee Kölsch

Café gelado sempre existiu, e nunca me pareceu algo muito atraente. Já tinha bebido coquetéis refrescantes, com ou sem álcool, e boas composições em forma de sorvetes e sobremesas: viva o tiramisú!

Mas pensar em beber café gelado, mesmo nos dias quentes, me parecia menos gostoso do que uma xícara dele bem quentinho e fumegante, perfumando o ambiente.  Porém de uns dois anos para cá eu descobri o cold brew, e a potência da extração a frio de café (desculpe, só conheço o nome em inglês). Tenho desde então provado em vários lugares, e destaco o servido no Café Secreto, junto ao Largo do Machado, e os que bebi em Nova York, no Rebel Coffee e no ainda melhor Devoción, no Brooklyn. Tenho feito em casa com alguma constância, moendo os grãos e deixando o pó em infusão na geladeira, por entre 12 e 24 horas. É uma deliciosa bomba de cafeína, refrescante, ainda mais se servida com gelo e limão, quem sabe folhas de menta ou hortelã – e imagino que funcione lindamente em uma infinidade de coquetéis e usos culinários.

A W*Kattz Kaffee Kölsch: leve e refrecante – Foto de Bruno Agostini

Mas, ué, o assunto aqui não é cerveja? Sim, perfeitamente. Toda essa introdução foi para começar a falar da excelente  W*Kattz Kaffee  Kölsch, lançada não faz muito tempo. Fui apresentado a ela na mesa do meu bar preferido o Herr Pfeffer, uma espécie de academia cervejeira, e ponto de encontro dos meus professores informais no assunto (lá ela custa R$ 29,90).

Mas, ué? Sim, sabemos que também não é novidade alguma uma cerveja com café aqui no cada vez mais maduro e criativo mercado nacional. (Aqui neste link tem uma boa matéria sobre o assunto, e note que as cervejas tendem a ser escuras e encorpadas, e a que mais foge desta linha é a – ótima, por sinal – Morada Hop Arábica, uma Belgian Blond com 5%).

Seguir a linha do frescor, aí, sim, foi uma bem sucedida ousadia e inovação da dupla Luiz Winter e Marcelo de Aquino, o Marcelão Duleblon, com quem sempre encontro lá neste bar alemão do da Rua Conde Bernardotte.

Imagine uma Kölsch, das muito boas, com um toque de cold brew? Pois esta cerveja é exatamente isso. Um leve toque de café realçou lindamente o amargor elegante deste estilo de cerveja clássico da escola alemã, tornando este rótulo muito mais que delicioso, mas também surpreendente e original. E refrescante, como deve ser o estilo.

Ao ver o meu imenso contentamento com a sua sugestão, o amigo Fábio Santos, sócio da casa e expert dos maiores no assunto cerveja (e comida alemã), falou com propriedade: “Sabia que você ia gostar”.

E já que falamos do Herr Pffefer, e do Fábinho, vale lembrar que ele também está com sua nova cerveja jorrando das torneiras. Para saber mais, clique aqui.

W*Kattz Kaffee Kölsch – Foto de divulgação

 W*Kattz Kaffee  Kölsch (5,2%; 19 IBU)  – Ele é encontrada em bares e lojas especializadas, com preços entre R$ 24 e R$ 32. Texto extraído do site da cervejaria:  “A W*Kattz Kaffee Kölsch é uma cerveja tipo Ale, clássica alemã com adição de café arábica. De coloração amarelo claro, límpida e muito refrescante. O café é da fazenda Tecoara, da região da Média Mogiana, reconhecida como o berço dos melhores cafés do mundo. Café de torra média, notas frutadas de baixa acidez, aromas agradáveis e de corpo marcante”.

admin

Bruno Agostini é carioca, jornalista e fotógrafo. Especializado em turismo, gastronomia, vinhos e cervejas, viaja o mundo atrás de boas histórias, e da boa mesa. Com passagens por empresas como Jornal do Brasil, O Globo e Editora Abril, foi inspetor de restaurantes do Guia Quatro Rodas e é autor de livros, como guias de viagem, vinhos e restaurantes. Atualmente atua como freelancer, escrevendo para veículos especializados, entre jornais, sites e revistas, como Época Rio, Top Destinos, Carbono Uomo, Eatin’Out e Baco, entre outras. Contato: bagostini@gmail.com Instagram: @brunoagostinifoto

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