Columbus Circle: um resumo do melhor da gastronomia de Nova York em um raio de 100 metros

O trio de pescados crus do Marea – Foto de Bruno Agostini

Com a ascensão do Marea à condição de um dos mais festejados restaurantes de Nova York no momento, queridinho de foodies locais e estrangeiros, a região de Columbus Circus, no corner sudoeste do Central Park, confirma a sua condição de epicentro da gastronomia em Manhattan. Outro movimento neste sentido foi a chegada da sommelière Laura Willamson ao restaurante Asiate, no hotel Mandarin Oriental, instalado em 20 andares de uma das duas torres do Time Warner Center, complexo multiuso que abriga ainda um shopping, The Shops at Columbus Circle, que reúne expoentes como o Per Se, o Masa e uma filial chique da Whole Foods. Ao lado, na Trump Tower, encontramos o Jean-Georges, outra casa estrelada.

O clássico sanduíche de lagosta do maine, no Luke’ Lobster Roll, no Plaza Food Hall – Foto de Bruno Agostini

Na outra ponta da porção sul do Central Park, o Food Hall no subsolo do Plaza Hotel, tem uma variada oferta de lojas e quiosques, onde encontramos vinhos biodinâmicos, sanduíches de lagosta do Maine e clássicos da doçaria americana.

Ícone do Per Se: Oysters and Pearls: “”Sabayon” of Pearl Tapioca with Island Creek Oysters
and Sterling White Sturgeon Caviar” – Foto de Bruno Agostini

Num raio de pouco mais de 100 metros encontramos um pouco de tudo o que tornou Nova York numa referência da gastronomia mundial, pela qualidade e variedade de seus bares, restaurantes e lojas. O próprio prédio do Time Warner Center virou ícone da gastronomia dos EUA, abrigando o que talvez seja a principal referência da cozinha moderna norte-americana, o Per Se, do chef Thomas Keller, uma das reservais mais difíceis de todo os EUA, com menus degustação justificam a fama da casa, instalada no terceiro andar do complexo.

Um andar acima encontramos outra estrela na gastronomia norte-americana, Masa Takayama, que comanda dois lugares com propostas diferentes. No Masa o ambiente é mais formal, as reservas são essenciais e o menus degustação (omakasê) que consagraram o chef japonês são a melhor pedida. Já o vizinho Bar Masa convida a um drinque no balcão, ou copo de vinho ou saquê, acompanhado de comidinhas que primam pela delicadeza.

No mesmo andar, mais uma referência nova-iorquina e americana: Porter House New York, do Michael Lomonaco, cozinha especializada em carnes, que segue a tradição americana desta categoria, servindo ainda pratos com peixes e frutos do mar.

Asiate, no Mandarin Oriental, com vista para o Central Park – Foto de Bruno Agostini

Com algumas das melhores vistas da cidade, no 35 andar e debruçado sobre o Central Park, o restaurante Asiate propõe menus com uma pegada oriental. Ali, o melhor a se fazer é deixar a sugestão do vinho nas da sommelière Laura Willamson, que faz sugestões ousadas, bem adequadas ao cardápio criativo do chef Garrison Price.

O fusili com minipolvo braseado e tutano, um dos melhores pratos de toda a vida – Foto de Bruno Agostini

A poucos passos de Columbus Circle está um dos restaurantes que serve alguns dos pratos mais saborosos e aconchegantes da cidade. No Marea a cozinha italiana com base em peixes e frutos do mar encontra altos níveis de excelência. Seu menu de almoço pode ser pedido no balcão do bar, ótimo lugar para beber drinques como o Aviation, logo na entrada da casa, onde reservas não são necessárias. Há pratos com a salada de lagosta com burrata, e o fusilli com polvo braseado ao molho de tomate com tutano, além de uma arrebatadora sequência de “crudi”, com pequenas e delicadas preparações com peixes crus.

Como nem tudo em Nova York  é alta gastronomia e restaurantes com estrela Michelin, a área também acena com muitas possibilidades de refeições mais ligeiras, ou pequenos lanches. A começar pelo próprio prédio do Time Warner Center, onde encontramos a Bouchon Bakery & Café, que pertence a Thomas Keller, lugar perfeito para adoçar a tarde ao sabor de uma torta de limão ou mesmo pra comprar aquela porção de macarons pra dar de presente. Para uma refeição casual o lugar tem clássicos universais, como eggs benedict, croque madame, terrine de foie gras, seleção e charcuterie artesanal e o famoso TKO, o “Thomas Keller Oreo”, versão do biscoito com seguidores fiéis.

On Tap Beer, nos fundos do Whole Foods Market – Foto de Bruno Agostini

Para comprar itens de cozinha, no The Shops at Columbus Circle encontramos uma  Williams-Sonoma, entre marcas como Hugo Boss, Bose, Armani, Cole Haan, Godiva, Sophora, Swarovski e Wolford. Nesta loja que é uma perdição para cozinheiros amadores e profissionais há de panelas e livros a toda a sorte de acessórios. No subsolo, a filial da Whole Foods tem um bar de cervejas com alguns rótulos “on tap” e mais de 100 em garrafa ou lata. Quem preferir se dedicar aos drinques encontra no bar Landmarc, no terceiro andar o The Landmarc.

Plaza Food Hall, com opções as mais diversas – Foto de Bruno Agostini

Já os apaixonados por vinhos podem caminhar até o The Plaza Food Hall do Plaza, onde a filial do  Vin Sur Vingt, dedicado à França, e aos vinhos naturais, orgânicos e biodinâmicos. São mais de 20 boxes e quiosques, como marcas como Epicerie Boulud, Kusmi Tea, La Maison du Chocolat,  e Olma Caviar. Porque mesmo estando em Nova York, é possível ficar uma semana comendo e bebendo num raio de 100 metros. Desde que se esteja em Columbus Circle.

admin

Bruno Agostini é carioca, jornalista e fotógrafo. Especializado em turismo, gastronomia, vinhos e cervejas, viaja o mundo atrás de boas histórias, e da boa mesa. Com passagens por empresas como Jornal do Brasil, O Globo e Editora Abril, foi inspetor de restaurantes do Guia Quatro Rodas e é autor de livros, como guias de viagem, vinhos e restaurantes. Atualmente atua como freelancer, escrevendo para veículos especializados, entre jornais, sites e revistas, como Época Rio, Top Destinos, Carbono Uomo, Eatin’Out e Baco, entre outras. Contato: bagostini@gmail.com Instagram: @brunoagostinifoto

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