Selvagens, frescas e deliciosas: os ostras do Sassá, coletadas em Cabo Frio, de manhã, e vendidas em Búzios, à tarde

Estava passeando pela Praia da Ferradura quando me lembrei de uma dica preciosa. Ostras selvagens em Búzios, entregues em domicílio.

Barquinho “emplacado” na Orla Bardot, só para enfeitar o post – Foto de Bruno Agostini

Quando amigos como Roberto Hirth, e outros desbravadores e bons apreciadores das delícias do mundo, me dão alguma sugestão de lugar para comer eu sempre tento conseguir ir. A taxa de sucesso é imensa.
Foi o que aconteceu no sábado passado. Tinha quase certeza de que a dica das ostras selvagens em Búzios era do Hirth. Mandei mensagem, perguntando se era isso mesmo, e se fosse, que ele me passasse o contato.
Logo chegou a resposta, e o contato: “Ostras buzios sassa”, com o telefone do moço: 22-99911-4322.

A linda luz de outono deixa Búzios ainda mais bela – Foto de Bruno Agostini

Liguei. Houve desencontros. Mas, finalmente, conseguimos nos encontrar. Parei num bar estranho,  quase em frente à minha querida Estátua dos Pescadores, cujo nome nem fiz questão de anotar, e pedi uma Heineken de 600 ml.
Comprei uma dúzia, a R$ 40, do Sassá.

Uma figura alegre, com apelido inspirado em personagem de TV, chega aos clientes de bicicleta – Foto de Bruno Agostini

Ele que ganhou o apelido por usar um chapéu parecido, e ter um jeitão simples, assim como o famoso personagem de TV de Lima Duarte, Sassá Mutema. Comprei uma dúzia, mas ele me serviu 14, abertas na hora, no prato, com limão.

Uma dúzia de ostras, com 14, por R$ 40 – Foto de Bruno Agostini

São pequenas, salinas, cheias de sabor marinho, frescas. Uma delícia. Eu só desses que enxerga só uma virtude nas ostras de Santa Catarina, e outras de cativeiro: são ótimas de logística, com tamanho uniforme, entregas pontuais e sem falta de produto. Mas, em termos de sabor… Não tem quase gosto de nada. Já as do Sassá…
– Um amigo meu pega para mim, de manhã, em Cabo Frio. E então eu venho vender aqui em Búzios.
Comer de tarde ostras coletadas pela manhã é uma das glórias da Humanidade, um dos desígnios de Deus.
No dia seguinte se confirmou uma teoria do amigo Roberto Hirth. O Sassá é onipresente. Surge quando menos se espera, do nada. Pela manhã, cruzei com ele, em sua bicicleta, a caminho de Geribá. Depois, ele me ligou, perguntando se eu não queria ostras. Disse que ainda não sabir o que ia fazer. Indo para a Azeda, o tempo fechou, e acabamos parando no bar Biroska do Peixe, legítimo BBB (bom, bonito e barato), uma também preciosa dica de um amigo que entende das coisas, o chef Marcos Sodré, do Sawasdee (e do Único, que funciona às sextas e sábados, em sua casa buziana) – mas a Biroska do Peixe é assunto para outro posto. Hoje falemos de ostras, e do Sassá.

Meia dúzia de oito, a R$ 20 – Foto de Bruno Agostini

Já estava comendo peixinhos e outros pescados, então, pedi só meia dúzia, a R$ 20. Sassá, novamente caprichou, e serviu 8 ostras. Deliciosas como as do dia anterior.
Hoje, quando vou a Búzios, passei a ter três programas preferidos: mergulhar na Azeda; beber uma Amara no bar da Noi e, desde o último final de semana, comer as ostras do Sassá.

admin

Bruno Agostini é carioca, jornalista e fotógrafo. Especializado em turismo, gastronomia, vinhos e cervejas, viaja o mundo atrás de boas histórias, e da boa mesa. Com passagens por empresas como Jornal do Brasil, O Globo e Editora Abril, foi inspetor de restaurantes do Guia Quatro Rodas e é autor de livros, como guias de viagem, vinhos e restaurantes. Atualmente atua como freelancer, escrevendo para veículos especializados, entre jornais, sites e revistas, como Época Rio, Top Destinos, Carbono Uomo, Eatin’Out e Baco, entre outras. Contato: bagostini@gmail.com Instagram: @brunoagostinifoto

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